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domingo, 17 de julho de 2016

Sindicatos surgiram na Inglaterra pela fé evangélica entre os metodistas

Em meio a toda a discussão sobre a questão do aumento das jornadas de trabalho que o Presidente da Confederação Nacional das Indústrias propôs essa semana, fica uma reflexão sobre o legado protestante no metodismo: “No início da chamada Revolução Industrial, os metodistas, Wesley à frente, lutaram contra a exploração de mulheres e crianças, lutavam pela humanização das oficinas e fábricas, defendiam a redução da jornada de trabalho, que era de doze horas, e reivindicavam aumento de salários para os trabalhadores.

 O sindicalismo inglês, o pioneiro no mundo, nasceu na Igreja Metodista. Dos seis primeiros mártires do sindicalismo inglês, no princípio do século 19, três eram pregadores metodistas, dois eram membros da Igreja Metodista e o último, pelo testemunho dos primeiros, também se tornou um metodista“.

 João Wesley Dornellas, Pequena História do Povo Chamado Metodista O trabalho, que é constitutivo da nossa natureza humana, não pode ser usado como mecanismo de violência para o enriquecimento de alguns enquanto precariza a vida de outros. São Tiago questiona radicalmente os abusos dos patrões que prejudicam a vida dos trabalhadores.

Quando uma jornada de trabalho destrói o tecido social e violenta especialmente aos pobres, é aqui que Deus nos lembra em sua palavra que para manter a sanidade do Trabalho, é preciso essencialmente reconhecer a dimensão do descanso, onde esse torna possível gozar decentemente do fruto de seu trabalho, de meditar e adorar o Deus da Vida. Mais ainda, lembrar que o propósito e realização do trabalho está no homem, assim como o propósito e a vocação do Homem se encontra em Deus e na vida solidária com o próximo.

 Texto d Caio César Marçal, um dos fundadores da Rede Fale

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Irving e Dorothy Stowe, os evangélicos que fundaram o Greenpeace e nosso envolvimento ambiental

Irving Harold  Stowe nasceu na cidade de Providence, nos EUA, formado em economia na Universidade de Brown e direito na Universidade de Yale, uma das melhores do Mundo.  Ele se destacou por presidir o Comite Consultivo Jurídico do Conselho Rhode Island para os Direitos Humanos; marchou contra a proliferação nuclear.

 Em 1953 Ivring casou com a Dorothy Anne Rabinowitz, que era formada em assistente social e também já tinha se destacado em sua época de universitária ao fundar e servir como a primeira presidente de uma organização de assistentes sociais locais da American Federation of State, conseguindo na época um aumento de 33% no salário das assistentes.

 Este lindo casal envolvido em questões sociais, logo após o casamento se converteram a Cristo, tornando-se quakers e decidiram mudar para Nova Zelândia, mudando também o seu sobrenome para Stowe em honra a Elisabeth Harriet Beecher Stowe, uma abolicionista norte-americana de fé reformada que escrevia romances sobre o cotidiano dos afrodescendentes que na época eram escravos, com o objetivo de levantar a sociedade contra a escravidão.

 O casal Irving e Dorothy Stowe em 1968,junto com Jim e Mary Bohlen, fundaram um grupo chamado Don't Make a Wave Committee para protestar contra o anúncio do governo dos EUA, que queriam fazer testes com bombas nucleares em Amchitka , no Alasca. Eles fretaram um barco de pesca chamada Phyllis Cormack, renomeando-o com o nome Greenpeace, para navegar sobre a ilha. O barco foi interceptado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos , mas a publicidade resultante ajudou a trazer o cancelamento dos testes. Em 1972, Stowe e os outros co-fundadores mudaram o nome de seu grupo para o Greenpeace.

 Embora não seja tão publicamente visível como alguns outros membros do Greenpeace, a senhora Stowe mesmo após a morte de seu marido em 1974 trabalhou duro como um organizadora por trás das cenas. O U2 fez uma música em sua homenagem chamada "Original of the Species". Dorothy faleceu em 2010, deixando um grande legado para nossa sociedade. 

 É muito importante o envolvimento de nós cristãos no cuidado da criação, no livro de Gênesis Deus nos deu um mandado, de dominar sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra” (Génesis 1:26) e com certeza a intenção de nosso Senhor é um domínio de cuidado, pois conforme o livro de Salmos (115:16), ele nos deu a terra para a nossa morada, que deve ser preservada e mantida para o bem do próprio homem e para honrar o presente de Deus.

Aqui no Brasil, além do Greenpeace que não é uma ONG Cristã em sentido estrito, mas que possuí uma grande influência cristã em sua cosmovisão pelo cuidado da criação, algo que podemos chamar de união pela graça comum pela causa ambiental que contempla todos os homens,  existe também uma ONG que trabalha muito no meio cristão universitário, ao dar palestras na ABU, chamada A Rocha, http://www.arocha.org/pt/ e um coletivo das igrejas ecocidadãs, que tem como objetivo conscientizar dentro das igrejas e ter ações praticas a favor da preservação do nosso ecossistema.

domingo, 24 de abril de 2016

ABU escreve sobre a participação do Mandela no movimento cristão

Quando o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, morreu no início do mês, o arcebispo Desmond Tutu, seu amigo de longa data, citou, visivelmente emocionado, vários incidentes que ilustravam com grandes detalhes "este incrível ícone de magnanimidade e compaixão”, que foi em busca da reconciliação entre os povos da África do Sul. Jesses Jackson, ativista dos direitos civis estadunidense e ministro da igreja, também falou de Mandela como “alguém que escolheu a reconciliação no lugar da vingança”.

  Nós pedimos a Septi Bukula, membro Sul-Africano do Comitê Executivo Internacional da IFES*, que refletisse sobre a morte deste grande homem que significou tanto, não só para os sul-africanos, mas para as pessoas ao redor do mundo.

 Ele escreve: "O amor e o trabalho de Madiba em favor das crianças - ele criou a Fundação Crianças de Mandela (Mandela Children’s Fund) - me inspirou muito, especialmente quando tive o privilégio de servir por cinco anos no Conselho da Visão Mundial na África do Sul, um ministério com foco especial em crianças órfãs e vulneráveis. Essa inspiração continua ainda hoje, agora que minha esposa e eu cuidamos de 16 crianças órfãs.”

 "Na tentativa de descobrir as influências sobre a vida de Mandela, a mídia se concentra em grande parte na sua infância pobre, sua educação e sua prisão. O que pode ser pouco conhecido, porém, é que o cristianismo, particularmente o ministério estudantil, desempenhou um papel crucial para infundir os valores que o Sr Mandela encarnou durante sua vida.”

 "Quando era um jovem estudante do ensino médio, ele foi muito influenciado pelo diretor do Instituto Clarkebury, o Reverendo G. Harris. Mais tarde, ele disse que Harris era ‘um exemplo de um homem que se dedicou, desinteressadamente, a uma boa causa... um modelo importante para mim’." "Na Universidade Metodista de Fort Hare, ele lembra que ‘éramos exortados a obedecer a Deus’. Foi lá que ele se juntou ao que era então o movimento da IFES na África do Sul – a Associação de Estudantes Cristãos (Students Christian Association) - e também se tornou ativo no ensino da Escola Bíblica Dominical em aldeias próximas. Em sua autobiografia, Longo Caminho para a Liberdade (Editora Planeta), o Sr. Mandela relata o impacto da igreja em sua vida: ‘A Igreja estava tão preocupada com este como com o próximo mundo: Eu vi que praticamente todas as realizações dos africanos pareciam ter ocorrido através do trabalho missionário da Igreja’."

 "É uma honra profunda e especial saber que o Sr. Mandela carregava e incorporava esses ensinamentos e valores cristãos ao longo de sua vida, superar um sofrimento indescritível e, mesmo assim, fazer mais do que a maioria para formar um mundo melhor para toda a humanidade.”

"Reconhecendo o papel desempenhado pelo ministério estudantil na formação do ícone que o Sr. Mandela se tornou, lembro-me das palavras especiais de um colega da IFES: ‘É por isso que nunca podemos nos dar ao luxo de deixar o campus’. Hoje em dia, muitos estudantes cristãos estão inspirados a trabalhar fielmente para Cristo dentro de suas instituições, sabendo que seu trabalho poderá produzir outro ícone para a humanidade!"

 Agora, quando nos aproximamos do Natal, estamos especialmente gratos pelo fato de que Deus foi o primeiro a escolher a reconciliação em lugar da vingança. Paulo diz isso muito bem em Colossenses 1:19: “Pois foi do agrado de Deus que nele [em Cristo] habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.” (NVI)

 Vamos nos esforçar, como Mandela fez, em seguir o exemplo de Cristo e sermos nós mesmos reconciliadores em nossas universidades e igrejas, em nosso trabalho e em nosso lazer, em toda a sociedade. Nas palavras de Daniel Bourdanné, Secretário Geral da IFES*, “Enquanto celebram a vida de Mandela e choram sua morte, eu oro a Deus para que lhes dê a coragem de seguir vivendo vidas que mostram o amor e a justiça do Deus vivo, mantendo os olhos fixos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé". Tagsepsa·International·South Africa

*IFES - Intenational Fellowship Of Evangelical Students - A Aliança Bíblica Universitária do Brasil, é o movimento estudantil universitário ligado a IFES. 
Fonte: site da ifesworld.org dezembro de 2013.